A
primeira noite Gritante cariocaO 1º dia do Grito Rock RJ por
Karen Aiache,
nossa aluna citada por Pablo Capilé

Ao
terminar o
Curso à distância de Jornalismo
Cultural, pedimos a nossos alunos que produzam um texto para que os avaliemos,
com tema livre. Isto eventualmente produz agradáveis surpresas, como o
trabalho de conclusão de
Karen Aiache, de Rio Branco (AC), que escreveu
sobre o primeiro dia do
Grito Rock Rio de Janeiro.
No mesmo dia
em que nos mandou o texto, Karen publicou em seu
Flickr
35 fotos do show de
Móveis Coloniais de Acaju que foi a apoteose
da primeira noite do Grito Rio. Este material repercutiu em seguida, chegando
a ser citado dias depois no Twitter por
Pablo Capilé, do
Espaço
Cubo - simplesmente um dos criadores do Grito Rock: "
Fantástico
o GRITO ROCK RJ: http://www.flickr.com/photos/karenaiache/4393972962/in/photostream/"
(2/3/10, 14h41)
Outros sites também destacaram as imagens, entre
eles o do próprio
Grito
carioca.Não é praxe publicarmos no site os trabalhos
finais dos alunos, até porque este não é o objetivo do curso.
Mas como toda regra tem exceção, volta e meia me sinto no agradável
dever de dar visibilidade ao material recebido. É o que faço agora,
ao compartilhar com vocês o texto de Karen sobre
"A
Primeira Noite Gritante Carioca". A meu pedido, ela selecionou novas
fotos de Móveis para serem publicadas junto à matéria - abaixo,
vocês vêem a única "repetida" - a que foi citada
por Capilé. Confiram!
(O
exemplo de Karen, aliás, mais uma vez comprova o acerto do modelo que adotamos
para o curso, já que ela começou a estudar no Acre, mandou o trabalho
do Rio e quando soube da nota estava no Paraná - tudo isso dentro do tempo
normal do curso, que dura um mês).
Fabio Gomes
capa
do site - 11.03.10
***
Domingo,
4 de abril de 2010Agradecimentos
e Novidades (Rockazine)
Por
Karina
Francis no blog
Panorama
Hoje a postagem é especial. Quero primeiramente agradecer as pessoas que
me ajudaram a divulgar meus trabalhos. Entre eles, grande destaque para o Jornalista
Fábio Gomes. Para quem não sabe, ele é o responsável pelo blog
Som do Norte (
http://somdonorte.blogspot.com/),
um dos mais importantes veículos sobre a cena musical do norte do país. Desde
a divulgação do meu documentário no blog dele (
Aumenta o som que o assunto
é Rock and Roll), recebi vários emails e comentários de pessoas de todo o
Brasil. Isso é muito gratificante, uma vez que, quando fazemos um trabalho independente
à intenção é justamente que ele circule por esse eixo. Após o apoio do Jornalista
Fábio, outros veículos passaram a disponibilzar o documentário, entre eles a
96
Rock, importante emissora de rádio dedicada a falar sobre o rock and
roll no Tocantins. A
Boddah Diciro é uma banda que agradeço por
sempre falar bem do meu trabalho e junto com ela, aos amigos de outros Estados,
muitos que só conheço virtualmente (destaque para o pessoal do
AntigaRoll
-Manaus - e jornalista
Mari Camata-Rondônia) , mas que e ajudam
nessa luta diária de tentar fazer algo diferente. Fica aqui, o meu muito obrigado
a pessoas que sempre estão colaborando também, como Marcele Felix, Daniel Bauduco,
Najara Barros, Danielle Teles, Didia da Boddah Diciro, Rodrigo Gomes, Saullo Moura,
Tati Nunes, Ana Franco, Flávia, Artur Guimarães, Annielle, Paula (Serreal), Jaciara
França, André Porkão, Fábio, Rafael, Valdirene Cássia, Marcelo Souza, Daniel Canolli,
Allinny Freitas,Suzana Luna, Kátia Regina, Samia, Beto, Matheus, Maria, Cecilia.....E
todos os outros amigos que sabem que estão guardados no coração (é pq se eu for
colocar o nome de todo mundo vou ficar dias aqui rs)...meu sincero agradecimento......
Karina
Francis com André Porkão(crédito: divulgação)
Agora estou em execução de um outro projeto, o Rockazine,
que se trata de um veículo independente, impresso e também em versão online, que
foca em bandas independentes de todos os estados brasileiros. A ideia é mostrar
como funciona o sistema por meios de textos de pessoas que atuam na área. Além
disso, ele tem um caráter inédito: cada edição vai contar com uma banda destaque
de uma região do país - Norte, Sul, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Junto do
material impresso virá um CD com todas as músicas citadas. A ideia é que as pessoas
realmente conheçam o trabalho das bandas.
Cada edição vai contar com
colaboradores de cada região falando sobre este universo. Jamais quis fazer isso
sozinha. A ideia é unir a galera e falar da cena integrando a música diretamente
com o jornalismo. Entretanto, apesar de entrar na categoria de fanzine, seu projeto
gráfico é algo inovador, em questões de formato. Também vou mandar pra galera
via correio. A ideia mais uma vez é circular.
Estou me doando muito
pra esse projeto. Minha previsão é lançar o Rockazine no segundo semestre desse
ano. Convidei vários colaboradores, pessoas importantes hoje pra cena independente,
a equipe deve ter oito ao todo. Dos confirmados, hoje, posso citar: Artur Guimarães,
jornalista e editor da revista Zás, que vai falar do Sudeste; Cecilia Maria, jornalista,
fotógrafa, foi editora de cultura do jornal O Estado, de Palmas, por mais de 2
anos; Daniel Bauduco, estudante de jornalismo e um dos autores do blog Matar-te;
Fabio Gomes, editor do blog Som do Norte; e Jeder Janotti, professor doutor em
comunicação pela UFBA, autor dos livros Aumenta que o assunto é rock and roll
e Heavy Metal com Dendê.

A ideia de fazer o Rockazine vem desde meu 1º ano de faculdade. Ano passado fiz
a edição piloto juntamente com o Beto, da Boddah Diciro, que era meu colega e
fez um trabalho fantástico em questões visuais. A edição piloto foi lançada
virtualmente e na Ulbra. Ficamos felizes porque todo mundo gostou e as as críticas
foram construtivas para aprimorar a edição oficial 01. Agora resolvi retomar o
projeto, como meu trabalho de conclusão de curso, e também para lançar impresso
e virtual.
E mais uma vez, vejo que posso contar com pessoas que
entendem a importância de se "ajudar", quando
o assunto esta relacionado a termos "independentes",
por isso, o meu muito obrigada a todos que ajudam a circular essas minhas idéias.
Para conferir a primeira entrevista sobre o Rockazine para o Som
do Norte acesse: http://somdonorte.blogspot.com/2010/04/karina-francis-fala-do-rockazine.html
Para baixar o documentário Aumenta que o assunto é Rock and Roll: http://www.4shared.com/file/197867393/ad3f8a28/Doc_Rock_-_Karina_Francis.html
Para entrar em contato comigo: karinafrancisjornalismo@gmail.com
Para twittar: @karinafrancis
***
Domingo,
21 de março de 2010Vamos Falar de Jornalismo
Cultural?Lançamento da seção marca nova fase
do site Jornalismo CulturalPor
Fabio Gomes na capa do
Jornalismo
Cultural - 22/2/10
Nosso blog
Som
do Norte tem repercutido muito mais do que nossas mais otimistas previsões
poderiam alcançar quando de seu lançamento, em 3 de agosto do ano
passado. Ele hoje é o principal veículo de nossa empresa
Brasileirinho
Produções Ltda., o que muito nos orgulha, pois não é
nada fácil obter relevância na internet fazendo um jornalismo cultural
sem concessões, que tanto comemora o êxito dos eventos dos parceiros
- como o
especial
em que contamos o sucesso do Grito Rock Boa Vista - quanto ajuda a
denunciar o cerceamento à livre manifestação.
Iekuana,
pouco antes do show em ManausIsto aconteceu quando, no domingo,
21 de fevereiro, publicamos a matéria
Manaus:
um Grito Rock pela Metade, uma edição feita a partir
do relato ao vivo da jornalista
Cyneida Correia, de Boa Vista, que estava
no sábado, dia 20, na capital do Amazonas acompanhando a banda roraimense
Iekuana - justamente a que iria começar a tocar na hora em que a
Polícia Militar interrompeu o evento. A matéria foi reproduzida
pouco depois pelo
Manaus Rock
e serviu como base para a notícia que publiquei hoje no site da
Rádio
Vertical -
Iekuana toca
no Grito Rock Boa Vista - e quase não toca no de Manaus. Pois
saibam os que me lêem que estes são praticamente os únicos
relatos disponíveis na rede sobre o fato, ignorado nas edições
desta segunda nos principais jornais diários de Manaus.
Tendo em
vista a consolidação do
Som do Norte como nosso veículo
de "hard news" culturais - o que certamente é facilitado por
ele ser um blog integrado com Twitter -, era preciso redefinir os papéis
dos sites
Brasileirinho
e
Jornalismo Cultural. O primeiro será mantido
nos moldes atuais, com a veiculação de artigos sobre música
brasileira e eventualmente lançamentos de artistas que apoiemos. Quanto
a este site que vos fala, vai assumir enfim o papel para o qual foi pensado, no
distante ano de 2005: tornar-se um espaço de reflexão sobre o Jornalismo
Cultural brasileiro. O primeiro marco desta nova fase é a seção
Vamos Falar de Jornalismo Cultural?, que começa publicando entrevistas
que concedi a outros jornalistas e veículos, falando de meu trabalho e
de minhas idéias sobre a profissão. Iniciamos hoje com uma matéria
do jornalista paraense
Nicolau Amador agradecendo uma citação
que lhe fiz em matéria no
Som do Norte, seguida da matéria
em questão, e de uma entrevista que ele fez comigo via MSN para seu blog
Qualquer Bossa. Leia e comente!
***
Domingo,
7 de março de 2010Nós
na Rede: Entrevista ao Ver-o-Pop Por
Fabio Gomes no blog
Som
do Norte - 11/12/09

Começamos
esta sexta-feira recebendo um grande presente, que fazemos questão de dividir
com vocês: a publicação no blog
Ver-o-Pop da entrevista que o
jornalista paraense
Sidney Filho fez comigo; o tema, claro, é
o nosso blog
Som do Norte, que Sidney define como "
uma
das grandes referências nacionais atualmente sobre o que está acontecendo de mais
interessante na música, dos mais variados estilos, no Norte do Brasil."
Foi
a primeira entrevista em que considero que tive o espaço necessário para responder
uma das perguntas que mais me fazem: por que um jornalista do Sul escreve
sobre música do Norte? Claro que Sidney não perguntou desta forma, primeiramente
ele quis saber como surgiu meu interesse por música paraense, e depois como surgiu
a idéia de criar o blog Som do Norte; a condução da
entrevista foi excelente. Pois bem: agora sempre que me fizerem a tal pergunta,
vou recomendar que leiam esta entrevista que concedi ao Sidney - e em seguida
começar a cantar o refrão final de "Alegria, Alegria", de Caetano Veloso:
"Por que não? Por que não?".
Leia
a seguir a conversa na íntegra. Falamos sobre possibilidade de destaque
nacional para a música paraense, da cena musical de Belém, da repercussão
do blog, de meus próximos projetos - e, claro, da enquete Música do Ano!
***


Fábio
Gomes - Jornalista do Sul apaixonado pelo Som do Norte é o responsável pelo blog
Som do Norte (www.somdonorte.blogspot.com), atualmente,
é uma das grandes referências nacionais sobre o que está acontecendo de mais interessante
na música, dos mais variados estilos, no Norte do Brasil.

Como
surgiu o teu interesse pela música paraense? O que você poderia destacar?
Em
meu trabalho como jornalista cultural (edito há sete anos o site www.brasileirinho.mus.br),
procuro sempre estar aberto para os sons de várias partes do Brasil. Mas só fui
me dar conta de que nessas várias partes não estava presente o Norte ao ser convidado
pra cobrir o Festival Varadouro, em Rio Branco, em setembro de 2008. Pouco depois,
ao começar a trabalhar como assessor de imprensa de alguns artistas de Belém,
comecei a ter mais contato com a cena daí, conhecendo outros artistas e me inteirando
de características muito peculiares da cena local. Por exemplo, é incomum fora
do eixo Rio-São Paulo o artista fazer várias apresentações por mês ou mesmo por
semana na própria cidade, em bar e em teatro, durante o ano todo! Isto cria um
mercado fantástico. Em Porto Alegre, só pra efeitos de comparação, é raro que
o artista local toque na cidade mais que duas ou três vezes por ano, sem falar
que show em teatro só se faz pra lançar CD.
Outra coisa
incrível na cena de Belém é que vocês têm artistas de muita qualidade em qualquer
estilo musical. Eu não gostaria de citar nomes, porque estamos em pleno "processo
eleitoral": atualmente, o Som do Norte realiza a enquete Música do Ano, na qual
nossos leitores irão apontar, dentre as canções compostas e gravadas por nortistas,
qual delas marcou 2009. Num total de 41 músicas, 16 são de artistas paraenses
- a relação completa está em http://somdonorte.blogspot.com,
e será mantida na capa do blog até o final da enquete, no próximo dia 30. Mas,
enfim, não fugindo totalmente da pergunta: dos nomes paraenses que concorrem,
três foram indicados pelos leitores - Arthur Nogueira ("Sei Lá"), Joelma Kláudia
("Um") e Madame Saatan ("Rio Vermelho") -, os demais foram pré-selecionados por
mim.
Para você, por que a música paraense não
consegue um destaque maior na grande mídia e se torna mais popular?
Entendo
que você pergunta sobre a música paraense porque é o seu Estado, mas a situação
é a mesma se pensarmos na música amazonense, ou sul-mato-grossense ou gaúcha:
toda a produção musical feita em qualquer parte do Brasil que não corresponda
aos "padrões de mercado" não encontra espaço na grande mídia - quanto mais autoral,
densa e distante de estereótipos, mais difícil será sua difusão para as grandes
massas. Aí vai de cada artista se posicionar: ao decidir se manter coerente com
uma proposta musical que destoe do que a grande mídia veicula, deve estar consciente
de que vai ter que trilhar um caminho alternativo a ela. Já houve um tempo em
que o Brasil todo cantava música do Pará: ali por1989-90, a indústria fonográfica
elegeu a lambada o "ritmo do momento". Isto colocou nas paradas de sucesso tanto
grupos autênticos de lambada, com anos de trajetória, quanto dezenas de adesistas,
que gravaram lambada almejando o sucesso fácil - e sem demora os adesistas passaram
a ter mais espaço que os autênticos.
O resultado é que em pouco tempo
o público ficou saturado, o mercado elegou nova "moda", descartando os artistas
que até a véspera impunha ao país como "grandes nomes", e a lambada sumiu do mapa.
Me corrija se eu estiver errado, mas até onde sei, nem no Pará hoje você encontra
grupos, ao menos urbanos, dedicados à lambada. Basta comparar com a situação do
carimbó, que não passou por esse processo de superexposição: há muitos grupos
de carimbó, e até um campanha para torná-lo patrimônio imaterial brasileiro.
Como surgiu a ideia de criar o blog Som do Norte? E quais
foram as repercussões?
O blog Som do Norte é fruto
direto do que comentei nas duas respostas anteriores. Aos poucos fui me dando
conta de que estava conhecendo todo dia trabalhos musicais de muita qualidade,
mas sem a menor possibilidade de ganhar espaço na grande mídia - e nada indica
que esse quadro irá mudar. Comecei então a veicular músicas de artistas de Belém
no site Brasileirinho, mas aí uma coisa me preocupava. Como o site é focado em
choro, samba e MPB, eu não tinha valorizar artistas paraenses de outros estilos,
e muito menos como aproveitar devidamente um presente maravilhoso que ganhei do
Sistema Público de Comunicação do Acre: centenas de gravações de artistas acreanos,
a maioria de rock. Volta e meia também recebia CDs de artistas de Rondônia, enviados
por amigos de Porto Velho; ano passado entrei em contato com o grupo Eware, formado
por índios Tykuna do Amazonas, que numa entrevista ao site G1 falaram que queriam
colocar o som deles na internet mas não sabiam como fazer... enfim, quando vi
tinha em mãos um material culturalmente muito rico, por sua variedade e qualidade,
e me senti no agradável dever de lhe dar visibilidade. Para isso, eu tinha dois
caminhos: ou publicava tudo no Brasileirinho, descaracterizando a proposta original
do site, ou criava um espaço novo, unicamente para difundir a produção musical
nortista. Óbvio que a segunda opção era muito melhor, e aí coloquei no ar o Som
do Norte.
A repercussão tem sido maravilhosa. O Som do Norte já foi
citado em vários jornais do Norte - inclusive com grande destaque em A Crítica
(Manaus) e no Jornal do Tocantins (Palmas) - e de outras regiões, como O Estado
de Minas (Belo Horizonte), a revista Época (São Paulo), os sites Música, Teatro
e Cia. (Maceió) e Visto Livre (Rio de Janeiro). A enquete da Música do Ano repercutiu
de imediato, sendo citada na newsletter do Ná Figueredo no mesmo dia em que foi
anunciada no blog. As bandas têm mobilizado os fãs no Twitter, pedindo que votem,
e o resultado é que em menos de 48 horas já recebemos mais de 1200 votos. E quase
toda semana algum texto nosso é citado ou reproduzido em sites e blogs de jornalistas
e bandas do Norte.
Quais são os teus próximos projetos?
O primeiro é, com certeza, consolidar o Som do Norte como uma referência sobre
música independente nortista. A primeira ação prevista para 2010 é em janeiro,
tão logo seja anunciado oficialmente o resultado da Música do Ano, fazer entrevistas
especiais com compositor, intérprete, banda, enfim, os responsáveis diretos pela
criação da canção preferida pelos nossos leitores, e divulgar isso amplamente,
em nível nacional. Uma meta constante é buscar tornar o blog melhor a cada dia,
e aumentar o grau de interatividade com o público.
Ano que vem é também
o Centenário de nascimento de Noel Rosa; desde março de 2008, divulgo no Brasileirinho
a parte da obra dele que passou ao domínio público. No momento, estudo parcerias
visando organizar uma grande homenagem a Noel, mas não posso adiantar nada por
enquanto.
Fora isso, mais que projeto, tenho um desejo: poder ir
com maior frequência ao Norte, acompanhando diretamente shows, festivais, toda
a movimentação musical daí. Por mais que a internet encurte virtualmente as distâncias,
sempre será preferível a observação direta do fato noticiado.
Sexta,
26 de fevereiro de 2010

Esta
reportagem foi feita pela jornalista
Poliana Macedo, para o caderno "Arte
e Vida" do
Jornal do Tocantins, de Palmas, e publicada em 3 de dezembro
de 2009, ou seja, a véspera do início da votação da
enquete "Música do Ano", que promovemos no blog
Som do
Norte, e que consagrou "Lembranças de um Dia", de
Jubah,
gravada pela banda
AltF4, de Boa Vista, com 7376 votos de um total de 20325.
O texto fala em cinco músicas do Tocantins concorrendo; uma sexta, sugerida
pelos leitores - "Favo de Mel", composta e interpretada por
Lucimar
-, acabou sendo a a vice-campeã, com 3903 votos.
Saiba mais:
Segunda,
22 de fevereiro de 2010O
Norte ressoando Por
Nicolau Amador no blog
Qualquer Bossa
- 1/2/10
Na redações por onde passei elogios eram raros.
Parece que há uma máxima, nas redações de jornais
diários principalemente: elogiar estraga o repórter. No entanto,
quem entende a necessidade e reconhece a importância do jornalismo cultural
elogia quando a gente acerta. E como isso não acontece toda hora (nem acertar
e nem o reconhecimento), faço questão de replicar aqui o comentário
do jornalista gaúcho Fábio Gomes, mantenedor do blog
Som
do Norte, que tem se mostrado muito atento, lá do outro lado do
País, ao que acontece por estas paragens. Fábio contribui em muito
para que a cena do Norte seja reconhecida pelo Brasil afora. Foi uma grande honra
ser citado com qualidades como "agilidade e maestria" a respeito do
meu texto. Quem entende do assunto não usa palavras assim tão fortes
à toa. Abaixo a íntegra do post onde surgiu a referência com
link direto pra conferir as outras sugestões do autor. Logo mais publico
um bate papo relevante sobre jornalismo cultural.
Na
Rede: Magnetique por Nicolau Amador (por
Fabio Gomes, para o
Som
do Norte)
Na quinta, 28 de janeiro, quatro grandes
talentos da música paraense estiveram reunidos no São Matheus, em Belém:
Sammliz
e Edinho Guerreiro (ambos do
Madame Saatan) e
Maurício
Panzera e Arthur Kunz (do
Clepsidra, os dois). Considerando
que Sammliz e Edinho moram em São Paulo há dois anos (e já ontem tomaram o rumo
da atual casa, na maior expectativa para o show do
Metallica),
e que Kunz no começo de fevereiro vai pra Itália estudar por pelo menos 3 meses,
com certeza este encontro não deve se repetir tão cedo.
Outra coisa que
não se vê toda hora é a agilidade e maestria demonstrada pelo "quase empresário,
produtor musical, guitarrista da
Norman Bates, jornalista, compositor
e protótipo de escritor" (a definição é dele mesmo!)
Nicolau Amador,
que já na tarde de sexta comentava em seu blog
Qualquer Bossa
o show que assistira na noite de quinta. Amador definiu a performance de Sammliz
como ousada, viu jazz e bossa nas harmonias de Edinho, e aprovou Panzera e Kunz
não só quando a proposta era suingar, mas igualmente quando se exigia mais peso.
Nem vou destacar trechos, remeto direto à leitura de
Meninos,
ouvi Magnetique! Vamos às fotos magnéticas: a primeira
é de autoria de
Rodrigo Porto.

E
a colorida é obra de
Sidclay Dias.
Música
e jornalismo: entrevista com Fábio Gomes Por
Nicolau
Amador no blog
Qualquer Bossa - 1/2/10
Quando fui agradecer
o comentário elogioso de Fábio Gomes acabamos batendo um papo muito interessante
para artistas e jovens jornalistas e estudantes das áreas. Por isso resolvi editar
e publicar nossa conversa ao MSN. Além do Som
do Norte, Fábio Gomes tem mais dois blogs (Brasileirinho
e Jornalismo Cultural). E, a propósito, eu estava lá
no Caverna Clube quando Andro (do Vinil Laranja) anunciou a banda finalista do
Grito Rock Belém. Não publiquei porque a mostra foi transmitida ao vivo pelo Independentes
do Brasil e imaginei que certamente estaria no blog do Megafônica. Mas é relevante
o que Fábio ressalta. Confira, então, os principais trechos da nossa conversa
abaixo.Nicolau: Obrigado pelo comentário no blog.
Fiquei lisonjeado. Posso replicar no meu?Fabio Gomes: Não precisas
agradecer, mereceste o comentário. Agora, se replicares, eu é que me sentirei
lisonjeado.
Imagina. É isso mesmo. A gente tem que fortalecer
a rede. É por aí. Mas numas, né! Fortalecer o que é relevante.
Sim, claro.No caso do teu texto, realmente
me pareceu melhor dizer ao meu leitor ir no teu blog do que picotar teu texto.
Lógico que ninguém quer picotar quando destaca trechos, mas na real é o que rola
tecnicamente mesmo. Já o
Sidney
há alguns dias tinha me autorizado a reproduzir textos dele inteiros, se eu
quisesse, e achei que esse sobre o Magnetique também era o caso de fazer isso.
Assim também quem lê o blog acompanha várias visões da mesma parada. E, claro,
fortalece a rede.
Tá certo. Conta um pouco como é essa história
de jornalista gaúcho fã do som do Norte?É uma longa história.
Mas tentando ser sucinto... Eu sempre fui aberto a sons novos, mas só fui me dar
conta de que nessa novidade quase nunca tinha nada do Norte quando o Varadouro
me convidou pra ir ao Acre em 2008. Fui ministrar um curso de Jornalismo Cultural
e cobrir o festival. Aí conheci várias bandas do Norte: La Pupuña, Cabocriolo,
Boddah Diciro, Filomedusa etc. Uns vão apresentando você a outros etc. Pouco depois,
comecei a fazer assessoria de imprensa pra alguns artistas do Pará e chegou uma
hora que tava dando um nó na minha cabeça em chegar a mim tantas referências de
produção de qualidade, e saber que nada daquilo aparecia na mídia. E, óbvio,
que nunca iria aparecer mantido o status quo.
Que história!Aí,
resolvi fazer o blog pra começar a mudar o status quo.
Como
você avalia essa atividade hoje no Brasil? Qual a relação entre as grandes revistas
e o que tá acontecendo na internet? O melhor jornalismo
cultural no Brasil hoje está sendo feito na internet. A mídia impressa, principalmente
as revistas mensais, não dão mais conta de acompanhar a efervescência. Mas isso
as mensais acabam equilibrando ao optar mais por ensaios, entrevistas etc. Agora,
o jornal diário poderia entrar numa de hard news na área cultural mas se omite.
Sem querer me gabar, mas vamos lá: eu dei em 1ª mão que a banda classificada nas
prévias do Grito Rock Belém foi a Paralelo XI. Às 23h39, hora de Belém.
Essa informação saiu nos jornais daí hj? Eu não li as edições de hoje. Mas enfim:
já que o evento era anunciado, e faz parte da maior ação privada cultural já empreendida
neste país – O Grito Rock 2010 -, não era o caso dos veículos destacarem
alguém para cobrir? No mínimo combinar de ligar pra alguém do Megafônica
numa hora X pra ter a informação e fechar a edição? O mais provável é que saia
na edição de terça, quando quem se interessa já viu na internet. Você mesmo publicou
na sexta a análise do show que viu na quinta e que provavelmente só apareceu nos
jornais daí como agenda, antes do evento.
Você acha que isso
justifica o fim das revistas?Eu não falei em fim das revistas,
e não vi isso na sua pergunta. Como eu disse, as revistas em geral acabam compensando
o fato de não darem hard news culturais com uma análise mais aprofundada, entrevistas,
coberturas mais densas que o do jornalismo impresso diário.
Certo.
Na verdade era outra pergunta que eu tava pensando sobre a internet, enfim...
Claro que uma ou outra revista acaba fechando. Lembro agora da Palavra,
que o Ziraldo editava em MG ali por 1998. Mas não vejo “ameaça” ao
formato revista cultural.
E sobre a formação do jornalista
cultural, uma vez que o jornalista hoje se forma em cursos "técnicos" nas
universidades, e nós sabemos que o jornalismo cultural bem feito exige uma formação
mais densa. O que você me diz sobre isso?Bem, a maioria das universidades
não tem Jornalismo Cultural como disciplina no currículo, e hoje por lei nem mesmo
o diploma é obrigatório. Mas vejo que as empresas sérias continuam optando pelo
diplomado. O jornalista interessado na pauta cultural em geral acaba se aperfeiçoando
por conta própria, pois são poucos os cursos oferecidos pelas universidades na
área de pós-graduação e especialização, e quase todos em SP e no Nordeste.