Jornalismo Cultural - Início

Grito Rock RJ

A autora

Karen Aiache, 18 anos, inicia neste semestre o curso de Jornalismo da Universidade Federal do Acre já demonstrando um talento nato para o Jornalismo Cultural e tendo no currículo os cursos de Fotografia do SESC de Rio Branco e do Ateliê da Imagem, no Rio de Janeiro e o nosso Curso à distância de Jornalismo Cultural, ao qual se dedicou no período de fevereiro-março de 2010, com excelente aproveitamento. O texto que vocês lêem aqui é o trabalho que ela nos apresentou para conclusão do curso.

Fiz questão de acrescentar aqui suas fotos do show dos Móveis Coloniais de Acaju, devido à repercussão que estas imagens tiveram, principalmente depois que Pablo Capillé destacou no Twitter a cobertura de Karen. A foto linkada por Capillé é a primeira desta página. As outras todas foram escolhidas pela própria Karen. E há muitas mais nestes links:

Álbum Móveis Coloniais de Acaju - Flickr da Karen Aiache

Aquele Abraço - Blog do Grito Rock RJ

O Grande Momento do CFE e da Nova Música Brasileira - Portal Fora do Eixo

GRITO ROCK RJ +briza arte - Blog Brizaskateboard


Fabio Gomes - 10.03.10

Artigos

 

O Grito Rock é um festival de música independente, idealizado pelo Circuito Fora do Eixo. Acontece em vários países da América do Sul; no Brasil, em aproximadamente oitenta cidades. A idéia do projeto é enriquecer, no período carnavalesco, a cultura desses lugares, ou como os organizadores dizem, "fazer uma explosão cultural".

No último final de semana de fevereiro aconteceu a edição RJ, no boêmio bairro da Lapa, com dois dias de programação e grandes atrações.



A Primeira Noite Gritante Carioca - 27 de fevereiro de 2010:

Com o Circo Voador ainda vazio, a banda carioca Aumumana subiu ao palco para dar início à noite da pontual platéia. O grupo foi formado em 2006 por Gerson, Zalinski, Melhergui e Gil. Mostrou um rock com pegadas psicodélicas e uma sonoridade envolvente. "Uma mistura de muitas almas", como se descrevem.

Pouco depois, foi a vez de Wander Telles se apresentar. Tocou músicas do seu primeiro EP Tempo de Viver, lançado em 2008, dando ênfase à música "Candelária", que conta a sua convivência com garotos marginalizados, assassinados tempos depois.

A terceira atração da noite foi a banda paranaense Sabonetes. Eram perceptíveis os olhares curiosos em torno do palco e os pezinhos saltitantes da platéia. Os meninos curitibanos lançavam, naquele dia, o primeiro disco, gravado há um ano. Fizeram do show uma grande comemoração por estarem completando seis anos de estrada.

A penúltima banda a subir no palco foi Tereza. Ela se formou em Niterói, conhecida como a cidade do sono. Mas sono era a única coisa que essa banda não proporcionava. Ao começar o show os gritos eram tais como um vibrante rock. No decorrer via-se a banda arrancar saltos, assobios e aplausos dos ouvintes. Tereza aumentou, consideravelmente, a ânsia pela última e mais esperada banda do festival.

Móveis Coloniais de Acaju fez um verdadeiro espetáculo, com ida dos músicos à platéia, serpentinas e confetes acompanhados de balões coloridos. Balões que formaram o "Flash-Móveis", um coreografado movimento organizado por fãs da banda. É difícil descrever o som que esses brasilienses fazem, mas se reconhece que é dos bons. Foi então que o Circo Voador vibrou, cantou, dançou. Ao dar "Adeus", Móveis trocou a roupagem da música para um estilo carnavalesco, fazendo jus à terra do carnaval.

Karen Aiache - 27.02.10

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