Por Karine Serezuella
Durante agosto e setembro de 2000, o Festival da Música
Brasileira apresentou ao público as 48 músicas selecionadas. Promovido
pela Rede Globo, o festival foi produzido pelo diretor Roberto Talma e o consultor
Solano Ribeiro, nomes com experiência em outros festivais.
As
concorrentes foram classificadas entre os 24.190 inscritos e participaram de quatro
eliminatórias no Credicard Hall, em São Paulo. Além dos compositores
novatos, no festival apareceram nomes conhecidos no meio musical como Chico César,
Walter Franco e José Carlos Costa Netto. Segundo a direção,
as autorias foram mantidas em sigilo para não influenciarem na escolha
das músicas.
Em 19 de agosto, com transmissão ao vivo
pela Globo, a primeira eliminatória escolheu, entre 12 músicas,
três finalistas para a final no dia 16 de setembro. As outras eliminatórias
foram nos dias 26 de agosto, 2 e 9 de setembro.
O primeiro programa
foi marcado pela falha no microfone do compositor Fernando Chuí. A música
"Tubaína" foi reapresentada e classificada para final. Outro
acontecimento no festival foi a revelação de que a música
"Pra se Juntar a Nós" não era inédita. A canção
de Nilson Pinheiro e Carlinhos Cavaco já constava no CD Carlinhos Cavaco,
de 1997. Como não era finalista, não foi desclassificada do festival.
Com
audiência média de 18 pontos na primeira noite e 15 na segunda, shows
de artistas consagrados passaram a ocorrer ao longo do programa. Entretanto a
média da terceira e quarta etapas ficaram nos 16 e 14 pontos, respectivamente.
Já o público presente se manteve comportado e pouco entusiasmado,
diferente dos festivais dos anos 60 e 70.
Onze nomes formaram a lista
de jurados, entre eles o presidente da Som Livre, João Araújo, a
produtora musical Patrícia Palumbo e o jornalista d' O Estado de São
Paulo, Mauro Dias.
Na disputa final entre as 12 finalistas, o júri
escolheu a música campeã: "Tudo Bem Meu Bem", um rock
composto e defendido pelo gaúcho Ricardo Soares. A decisão do júri
foi recebida pela platéia com vaias e gritos de "É marmelada...".
A música havia passado despercebida pelo público e pela crítica.
Em
segundo lugar ficou "Morte no Escadão", música de José
Carlos Guerreiro interpretada pelo grupo mineiro Tianastácia. E o terceiro
lugar foi para "Tempo de Águas", composta e apresentada por Bilora.
O prêmio de Melhor Intérprete foi para Ná Ozzetti que apresentou "Show", música de Luiz Tatit e Fábio Tagliaferri. Para o prêmio popular, o público escolheu a música "Brincos", de Amauri Falabella, defendida por Lula Barbosa. O valor total dos prêmios somou R$ 1 milhão.
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