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PARCERIA GARANTE CIRCULAÇÃO DE OLHAR DESCALÇO
E REALIZAÇÃO DE OFICINAS EM MINAS GERAIS E SÃO PAULO

Por Fernanda Melo

O vídeo-documentário Olhar Descalço foi produzido em criação coletiva com adolescentes da cidade de Uberlândia (MG) entre setembro de 2005 e junho de 2006. A diretora Nara Sbreebow construiu o filme a partir de oficinas audiovisuais nas quais adolescentes em situação de risco mostraram seu olhar sobre a cidade, sua relação com o meio e sua multiplicidade (as fotos que ilustram esta matéria, de autoria de Roberto Chacur, registram momentos de realização das oficinas em Uberlândia).

Olhar Descalço teve suas primeiras sessões em Governador Valadares (MG) nos dias 27 e 28 de março de 2008, através de convênio firmado entre a ONG Núcleo Cidade Futuro e a Ekobé Comunicação e Arte. O convênio garantiu também a exibição nas cidades paulistas de Novo Horizonte e Guarulhos e nas mineiras Belo Horizonte, Varginha e Uberlândia, sempre com entrada franca..

Para que o filme oportunizasse novas experiências semelhantes, após cada sessão, seis adolescentes de classes sociais distintas foram selecionados para participar de uma oficina de dois dias, com o objetivo de realizar um curta-metragem acerca de um tema escolhido de forma democrática pelo grupo.

O objetivo, segundo a diretora Nara Sbreebow, "é promover discussões, debates e reflexões, além de registrar o 'olhar' dos adolescentes de Uberlândia que participaram do vídeo-documentário com o 'olhar' dos adolescentes das diversas cidades pela qual o projeto circulará".

Oficina

O que pensam garotos da mesma faixa etária das classes média, alta, baixa e em situação de risco sobre a sociedade, os problemas da cidade que vivem, as injustiças sociais e tantos outros temas que cercam a vida na cidade? Como será o olhar desses garotos após a exibição do documentário Olhares Descalços e após sua participação na produção do curta-metragem com o próprio olhar?

A arte, assessorada pela câmera digital, é mais uma vez um equipamento de expressão, para que desejos ganhem eco, tanto dentro das famílias, das escolas e dos espaços sociais e culturais, como na efetivação das políticas públicas, defendendo o princípio do direito à cultura e ao conhecimento de todos os cidadãos sem discriminações de nenhum tipo.

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